Os transportadores descendentes podem tornar-se regenerativos: a gravidade faz com que a correia carregada conduza o motor em vez de o motor conduzir a correia. Se a energia for perdida, o transportador pode “recuar” ou acelerar descontroladamente, criando um sério risco de segurança, derramamento de material e possível dano à correia ou à estrutura.
Um freio de paragem padrão pode não ser suficiente porque a energia do sistema é elevada e contínua. Muitos transportadores descendentes requerem um sistema dedicado de retenção ou um freio de segurança projetado para prevenir fugas e parar de forma controlada. A travagem em duas fases é frequentemente usada para evitar cargas de choque e escorregamento da correia. Em alguns sistemas, a travagem é partilhada entre freios mecânicos e métodos elétricos ( drives regenerativos, resistores de travagem dinâmica), mas o freio mecânico continua a ser essencial como a última camada de segurança.
A seleção deve considerar a carga no pior caso, inclinação, tensão da correia, inércia, ciclo de trabalho e capacidade térmica. A manutenção é igualmente crítica: folgas incorretas, revestimentos contaminados ou um mecanismo de liberação fraco podem transformar um sistema de segurança num ponto de falha. Para transportadores críticos, mantenha revestimentos sobressalentes e selos-chave em stock.



